quinta-feira, 10 de abril de 2014

No meio-dia de mim,
inexistem sombras.
O sol, sobre tudo e todos,
generoso sim intensifica a vida.
Na terra, sob meus pés,
onde cavalos galopam livres,
verdade é uma palavra vivida, 
assim como justiça, 
igualdade e outras tantas.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014


Em asinhas ligeiras,
vai depressa.
Voa, voa,
alminha leve.
Vai feliz, passarinho
que já não é.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

No silêncio das noites da minha infância,
imaginava algumas esquisitices.
O mundo sem ninguém,
o universo vazio, o nada absoluto, 
ou que minha mãe morreria de repente.
Então, chorava bem baixinho para não acordar
os monstros que dormiam no armário e 
debaixo da minha cama.

Não me dava conta que os monstros
moravam dentro de mim. 


sábado, 1 de fevereiro de 2014

O olhar sequestra instantes ao acaso,
um boto, quando rio,
a relva, quando manhã.
Mas o que é música escapa
como pássaro, quando livre.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Persigo o balão que flutua dentro de mim,
segue leve no ar raro e límpido da minha asfixia,
ele sangra vermelho como meus joelhos da infância. 

Restauro fragmentos de uma casa em uma certa rua
e também um caminho. Pedra, tijolo, asfalto.
Nada foi como deveria ser.


Corre e vai ver a chuva!
 E sobre as árvores nuvens













quinta-feira, 31 de outubro de 2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Sedentos, pisoteiam a lua, 
sorvem o que não alcançam.

No chão, coices impacientes 
têm sede de horizontes.




sexta-feira, 11 de outubro de 2013

As palavras teimam em não me deixar,
não aparecem nos silêncios consentidos,
mas nas distâncias sem medidas,
nas partidas irreparáveis.
Palavras estreitas que me obrigam a ir pelo meio fio,
rasas que aterrorizam meus medos, 
viradas no avesso do tempo
que me fazem lembrar o esquecível. 





Enquanto eu durmo a Terra pulsa,  há magma e águas,  e há ainda áreas em chamas, e munições à deriva aniquilando vidas, e drones velozes des...